segunda-feira, 30 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Inflação, preço (in)justo: a culpa também é sua
That's all.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Calouros, bichos ou bixos (ou como queiram) cariocas: por que não lhes dou dinheiro?
Nos últimos dias tenho visto calouros de algumas universidades cariocas pedindo grana no Centro. Pintados e tal, às vezes acompanhados de algum veterano. Não vou discutir o assunto, mas sou super simpático a iniciativas do tipo: passei por isso em 2002 como bixo da UNICAMP, e em vários anos seguintes como veterano, e fazíamos excelentes festas com o dinheiro - sem forçações de barra, intimidações ou infâmias.
OK. Seria completamente justo que eu, agora, na condição de trabalhador e que se beneficiou bastante de tal integração enquanto universitário, colaborasse com algumas notas ou moedas, certo? Certíssimo! Mas não o faço. Por quê? Apenas pelo fato de eles estarem, aqui, fazendo da maneira mais errada possível. Vão ao lugar mais movimentado da cidade e agem como mendigos, como pedintes mortos de fome. Como se fossem coitadinhos!
Não chegam nem um pouco perto dos métodos que usávamos em meu tempo e local. E métodos bem eficientes, diga-se. Por isso, não merecem.
Pessoas, abusem da sua criatividade, de seu espírito jovem! Façam a coisa de jeitos melhores e em lugares mais apropriados, ok? Não vou dar dicas explícitas, pois perderia a graça!
Exemplo de ordem no caos. Para o mundo, para o Brasil. Um ótimo tapa na cara.
Recebi há pouco, via twitter, um artigo publicado na página do Estadão sobre o comportamento dos japoneses diante de todo o caos. Vale a pena a leitura, e vale a pena comparar com o brasileiro. Aqui, com ou sem tragédia, sempre alguém encontra um motivo para empurra-empurra, para "facilitar", para vista grossa, para tumultuar etc.
Qual cultura é superior? A resposta está abaixo, e mostra apenas um dos motivos de sê-la.
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Mas em meio a toda essa destruição, escassez e desespero, o que transparece é o caráter do povo japonês, que permanece resolutamente respeitoso, honesto e consciencioso durante todo esse que é o mais sinistro dos tempos. "Sentimos muito em dizer que não temos nenhum veículo para alugar no momento. Não tenho desculpas por não poder ser mais útil ao senhor", o funcionário de uma agência de aluguel de carros em Yamagata disse a um cliente coberto de neve. Mas na verdade, ele teria muitas desculpas: Yamagata enfrenta uma grande escassez de combustível, alimento e eletricidade, ao mesmo tempo que vem recebendo refugiados vindos das regiões em torno dos instáveis reatores nucleares em Fukushima. Baixas temperaturas. As temperaturas começaram a cair abaixo de zero esta semana e a neve cobriu toda a região, aumentando o sofrimento das centenas de milhares de pessoas que foram retiradas, muitas sem alimento, água ou abrigo, e trazendo mais privação para aqueles que não foram afetados diretamente pelo terremoto e o tsunami. Embora a ansiedade predomine por todo o país em razão das múltiplas crises, mesmo na região de Tohoku é difícil ver alguma rachadura na estrutura das maneiras e civilidade que definem a cultura japonesa. Histórias de saques e furtos, que costumam acompanhar os desastres em todo o mundo, não são ouvidas por aqui, são impensáveis. A noção do "gaman", que significa suportar ou tolerar o que é insuportável, também tem um valor fundamental para o povo japonês; e esse traço de caráter que é manifestar consideração pelo próximo, mesmo em momentos de pressão, costuma sempre surpreender o estrangeiro. Nas longas filas nos postos de gasolina e supermercados por todo o país, longe de Tóquio é raro ver pessoas falando alto ou perdendo a calma. Elas abrem espaço para outros carros passarem e ninguém tenta furar uma fila. Mesmo entre os refugiados que chegaram há pouco ao Centro Esportivo da cidade de Yamagata, não há nenhum sinal de desordem, as regras são cumpridas à letra e a disposição no geral é grande. Uma mulher falou da sua preocupação com o futuro dos filhos por causa dos vazamentos de radiação, mas disse que esperava poder reconstruir sua casa, arrastada pelo tsunami. O tom de sua voz e a sua atitude não traduziam a magnitude da experiência vivida ou a tarefa de reconstruir sua vida: ela bem poderia estar se queixando de uma viagem desagradável para trabalhar de manhã. "Estamos esperando mil refugiados aqui e temos somente 4 mil refeições", contou Minoru Harada, funcionário da administração local atuando como diretor do centro de emergência. Necesidade. "Não temos combustível suficiente e estamos mantendo o aquecimento aqui no centro no mínimo possível - faremos o que pudermos". É o espírito de um povo que construiu essa terra superpovoada e sem recursos a partir das cinzas da sua devastação na 2.ª Guerra, transformando-a num dos países mais avançados do mundo. Provavelmente será esse espírito que, mais do que qualquer outra coisa, ajudará o país a se recuperar de um dos piores desastres de que se tem memória. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINOCaráter japonês transparece diante do desastre
Apesar da crise, prevalece o respeito e a honestidade
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